Aprendamos com tudo isso, só temos a ganhar!

por Viviane Gago

APRENDAMOS COM TUDO ISSO, SÓ TEMOS A GANHAR!

Momentos de exceção como esse que estamos vivendo trazem vários tipos de emoções, sentimentos como o medo, transtornos , dores, desconfortos, que faz com que todos nós saiamos da nossa tão enraizada zona de acomodação ou como alguns dizem zona de conforto.

Por quê? Porque vemos nossa rotina, ou seja, o que estamos habituados a fazer, ser atingido implacavelmente; a exemplo da nossa tranquilidade para ir e vir, de encontrarmos pessoas que queremos, fazermos coisas que precisamos e que apreciamos dentre várias outras coisas que nos afetam substancialmente.

Um novo modo de viver surge sem pedir licença ou dar qualquer aviso prévio; e quem não tem adaptabilidade, resiliência, fluidez, flexibilidade, quem resiste às mudanças, sofre muito!

Tenho conversado com os meus atuais clientes, ex clientes, fornecedores, amigos, colegas, família e vejo que o sentimento de medo está imperando na mente das pessoas, há muitas falas também envolvendo o desconforto, com a falta de controle, preocupações financeiras e por assim vai.

E outros dizem ainda que é o momento de rever valores, que a vida simples é o segredo do sucesso, falam também sobre percepção sobre a fragilidade e vulnerabilidade humana, que está na hora do mundo mudar, porque da forma que está, não está nada bom.

E é muito mais nesses momentos de grande impacto, que temos que parar e pensar, sem ilusão, com muita maturidade e consciência que, por mais que objetivemos ter controle sobre tudo e todos, incluindo a nós mesmos, há uma força maior que nos submete.

E que essa força maior, que se manifesta de tempos em tempos, e absolutamente não se trata de novidade na história da humanidade, é fato e nos leva a mudar, a transformar, alterar comportamentos, ações e perspectivas.

Sem prejuízo de olhar para o nosso próprio bem-estar, o das nossas famílias, penso que, mais do que nunca, devemos enxergar que essas circunstâncias que nos levam à mudanças devem incluir necessariamente um maior foco de nossa parte na importância do bem-estar coletivo, na ajuda mútua, visando o melhor para o todo!

As pessoas devem contribuir com um esforço, foco e planejamento conjunto, por meio de seus conhecimentos, sejam eles de cunho econômico, político, de administração, saúde, legislação, serviços etc e acharem, juntas, soluções que beneficiarão à todos. Temos tantos cenários similares precedentes para tirar grandes lições (lepra, peste negra, cólera, tuberculose, varíola, gripe espanhola, tifo, febre amarela, sarampo, malária, AIDS, gripe suína dentre outras), com enorme riqueza de situações, diferenças, pontos de confluência e aprender com o passado para melhorar o presente e o futuro.

Não sou médica e, por óbvio, não estou falando que os problemas pretéritos enfrentados são iguais ao que vivemos no presente momento, porém, entendo que o passado não deixa de ser um grande trunfo para evitar ou até mesmo minimizar problemas no presente. Digo isso para todas as áreas de atuação, não só na Medicina. Confesso que fico incrédula como nos dias de hoje, com muito mais informação e tecnologia, ainda estejamos “patinando” na descoberta de um antídoto para o COVID/19, ainda que pese entender que deva existir um tempo necessário para testes e coisas afins.

Estamos praticamente cento e poucos anos na frente do momento que ocorreu a gripe espanhola e, mesmo assim, continuamos extremamente vulneráveis. Será que isso é razoável?

Face a isso, entendo que devemos todos e com muita sinceridade, nos questionar muito sobre tudo que estamos vivendo e melhorar o nosso nível de análise sobre as diferentes facetas do cenário que nos rodeia:

Não teria sido possível um outro tipo de trabalho e direcionamento da ciência para atingir melhores resultados nessas situações de pandemia, que não são tão raras de ocorrer, vez que a história nos mostra e ensina esse fato? Será que a ciência, assim como outras áreas como política, judiciário e outros, estão caminhando para a direção certa, quanto as suas respectivas metas e missões? Por qual motivo não estamos vivenciando esse esforço conjunto por parte de todos conforme me referi acima?

Por que ao invés de constatarmos a união de esforços que se complementam para se chegar mais rápido a uma boa solução, constatamos uma verdadeira guerra entre políticos em todos os níveis, saúde etc?

Já paramos para pensar que estamos vivendo no século XXI e nem sequer divulgaram a solução para uma doença tão antiga quanto o câncer, que mata sem piedade pessoas de todas as idades, credos e cores?

Será que somos tão superficiais, ingênuos e até tolos, de não compreender de uma vez por todas que a raça humana está atrasada em sua evolução e tomada de consciência, de forma a dar valor ao que, de fato, tem valor?

Nesse e em muitos outros episódios, temos que ter consciência que o problema é de todos nós e atinge a todos, sem distinção, todos temos que agir e nos responsabilizar.

Somo um só e todos estamos conectados!

O que acontece lá, afeta aqui e vice-versa, sendo a pandemia uma confirmação disso.

O início do problema foi na China e depois o problema se espalhou afetando o mundo como um todo. Devemos parar de entrar em pensamentos ultrapassados, relativamente ao que não conhecemos e não dominamos; evitando, assim, criar ficções e atribuir significados, muitas vezes sem sentido e que podem nos levar ao medo, que em nada nos ajuda e, acima de tudo, nos paralisa.

Transformar o medo que vem de fora, por conta de uma não compreensão do que seja o problema, em um pavor imenso no nosso interno, é pegar um caminho muito errado.

Tendemos a moralizar eventos que escapam ao nosso entendimento e controle, dando a eles, muitas vezes, um sentido que em verdade não possuem. E isso nos leva, mais uma vez, para um caminho tortuoso e nos tira do foco de executar ações que realmente ajudem.

As pessoas precisam entender o poder que têm, para o bem e para o mal. Diante desse fato, por qual motivo então não nos voltamos para o bem? Mesmo quem não tem muita informação, sabe o que é certo e o que é errado, o bom senso deveria prevalecer.

Nestes momentos como o que estamos vivendo, confirmamos que o ser humano é um ser social e a essência do relacionamento humano é a troca. Sejamos todos a própria medicina, trocando o que é benéfico uns para os outros! Acredito que a missão de vida de todos nós, semelhantes que somos, ao final, é a mesma: ajudarmos uns aos outros, independentemente da atividade que exerçamos. Sejamos a cura uns dos outros e não o veneno, a violência e a corrupção que nos atinge duramente.

A palavra de ordem deve ser colaboração. Sejamos colaborativos e empáticos, contribuindo para o bem do coletivo, certamente, isso também nos ajudará positivamente em nossas individualidades! É o dar e o receber de maneira equilibrada. E não nos esqueçamos nunca sobre:

  • A impermanência de tudo que nos cerca, não só do nosso corpo físico/imagem, mas também dos sentimentos, bens materiais etc.
  • A necessidade de sermos fluídos para passar pelos desafios, obstáculos, dificuldades da vida.
  • A necessidade de sermos flexíveis, adaptáveis, ajustáveis e resilientes às circunstâncias que se apresentam.
  • O fato que a vida é dinâmica, assim, falar de controle da vida, controle dos outros, ao meu ver, é pura ilusão.

DESEJO FIRMEMENTE QUE SAIAMOS MELHORES DESSE CENÁRIO COMPLEXO, QUENÃO ENVOLVE SOMENTE A PANDEMIA!

SEJAMOS PROTAGONISTAS DE BOAS MUDANÇAS PARA UM MUNDO MELHOR!

APRENDAMOS COM TUDO ISSO, SÓ TEMOS A GANHAR!

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